O medo de falar em público, na maioria das pessoas, não está relacionado apenas com situações em que se tem de falar perante multidões.

Pelo contrário, muitas pessoas ficam temerosas em situações menores do dia-a-dia. Sentem receio de falar frente a frente, num pequeno grupo de pessoas, ou até mesmo para pedir uma simples indicação na rua. Muitas dessas pequenas situações do dia-a-dia já causam um terrível incômodo em algumas pessoas. Uma pessoa pode ficar nervosa durante uma reunião, quando os colegas de trabalho têm de interagir com ela ou pode ficar ansiosa ao ser apresentada a novos colegas.

Isso acontece geralmente porque todos somos um pouco tímidos, e nem sempre temos consciência disso. Uns são tímidos em maior grau outros em menor grau, principalmente em ambientes novos, desconhecidos e cheios de pessoas estranhas.

Veja se acontece isso com você

Encontros sociais, falar em público e começar em novo emprego, por exemplo, são situações em que a timidez costuma falar mais alto, comumente.

Falar em público é uma habilidade social extremamente necessária. Por exemplo, em reuniões, nas quais seria importante emitir um parecer ou opinião sobre determinado assunto, o aniversário de um familiar, no qual se deveria prestar uma homenagem a ele, a apresentação oral de trabalho no contexto acadêmico, dentre outros...

Embora essas situações sejam corriqueiras, algumas pessoas simplesmente não conseguem se manifestar verbalmente. Para essas pessoas, sempre que a necessidade de falar em público ou de, simplesmente, dizerem o próprio nome se aproxima, há um “frio na barriga”. Em função da incapacidade de falar em público, pode-se, inclusive, perder a oportunidade de alcançar uma promoção no trabalho ou o simples reconhecimento da turma ou dos familiares.

Tratamentos

Tradicionalmente, os principais tratamentos para esta fobia consistem em programas que envolvem sessões de psicoterapia nas quais se buscam:

  1. identificar as situações de onde sugem o medo/ansiedade;
  2. realizar um treinamento no qual a pessoa participa de dramatizações das situações temidas.

Geralmente essas sessões envolvem a presença de um psicólogo, ou outro profissional, como forma de promover o desenvolvimento das habilidades necessárias a uma apresentação desinibida.

Mude esta realidade agora!

Entretanto, exite uma outra forma de você livrar-se desta fobia (que também é considerada uma forma de fobia social) e mudar completamente sua vida para um novo padrão.

Algumas pessoas passam anos - e outras a vida inteira - sem ter a consciência da dimensão real desse problema. Imagine quantas oportunidades foram perdidas ou, simplesmente, afastadas.

Quanta frustração não vem em seguida(?)

Poucas pessoas sabem ou falam disso, porque é muito rara esta associação para a solução de um problema mental (como o medo de falar em público) a uma solução corporal (a dança).

E como eu fiz isso?

Um dia eu estava apenas pesquisando sobre o assunto quando me veio a idéia de associar esse problema a um "substratum". Neste caso o substratum (ou substrato) seria a base onde se assenta o problema. E esta base é a comunicação.

Medo de falar em público é uma dificuldade que gera problemas de comunicação.

Não saber dançar também é uma limitação que gera problemas na comunicação; embora pouquíssimas pessoas se deem conta disso. Ou seja, a pessoa que não sabe dançar não sabe se comunicar, corporalmente. Já ouviu falar em linguagem corporal? Pois é... a dança é uma forma de comunicação e, além disso, é a forma mais antiga de todas.

Dizem os estudiosos do assunto que: "Dança é movimento".

Agora, pense num bebê. Antes de aprender a falar ele já aprendeu a se mover (sem que ninguém o tivesse ensinado). O movimento é nato no ser humano. O bebê "pede" coisas com sons amórficos, associados a gestos simples e básicos de seus braços, pernas e cabeça. No início ainda sem consciência própria, mas cada movimento consciente de si mesmo no seu ato, na sua necessidade de se expressar.

E como pode a dança tratar um problema de medo?

Se o movimento é nato no ser humano, então a dança também é parte da natureza humana, na sua origem. Logo, será muito mais fácil tratar um problema de comunicação através de uma característica humana que é natural.

Partimos do princípio que dentre as causas mais comuns do medo de falar em público está a timidez.

Nas danças de salão o homem é quem tem a iniciativa da condução, de dar o primeiro passo. A mulher precisa deixar ser conduzida, deixar o homem entrar no seu universo. O homem tímido não consegue fazer a condução direito devido ao medo de chegar perto de alguém. A mulher tímida não deixa o homem conduzir devido ao medo de deixar alguém "dominá-la". Ambos precisam interagir para que a dança aconteça. Sem esta interação do homem e da mulher, a dança de salão não funciona.

Esta modalidade de dança pode trazer benefícios para todos os praticantes. Ela pode melhorar a coordenação motora, ritmo, percepção espacial, no desenvolvimento da musculatura, possibilita o convívio e o aumento das relações sociais, melhora a auto-estima e quebra diversos bloqueios psicológicos, principalmente a timidez.

São vários os motivos que levam as pessoas a procurar a prática da dança de salão, sejam eles dançarinos ou não. No entanto, percebe-se que em muitos casos as pessoas conscientemente buscam a dança de salão para perder o medo do contato com as pessoas e/ou para ter uma alternativa para sair da rotina do dia-a-dia.

As pessoas que buscam esta atividade para perder o medo, normalmente apresentam um comportamento inibido e com a prática desta atividade ela poderá aos poucos perder a sua timidez. Por ser uma atividade que envolve muitas pessoas e tem o contato físico obrigatório, os praticantes aos poucos poderão perder o medo de se expor em situações sociais (falar em público é uma delas), de ter um contato mais próximo com as pessoas. Com uma diminuição do medo de se expor, elas terão uma menor sensibilidade a críticas e consequentemente o medo de se pensar que serão alvos de avaliação negativa também diminuirá.

O natural tratamento através da dança de salão

Durante o aprendizado das danças de salão, você se acostuma com o "erro". Você sabe que está em aperfeiçoamento. Você aprende o passo, aprende a técnica para executar o passo, aprende o ritmo e a técnica para entrar no ritmo mas, até você conseguir executar perfeitamente existe um tempo.

Esse tempo para se executar com perfeição é particular a cada um. Difere dos homens para as mulheres e também é diferente em cada ser humano, porque depende do seu grau de timidez, da educação (se foi muito rígida ou mais aberta), depende de seus próprios preconceitos mentais e também de suas habilidades físicas iniciais e do histórico de movimentos corporais.

Quando você inicia na dança ela começa a extrair de você aquilo que você tem de melhor (e também o seu lado "negro") para que, justamente, você possa aperfeiçoar o que está bom e transformar o que está ruim. Sem enxergar o que precisa ser melhorado em nós, jamais conseguiríamos mudar. Por isso dança é considerada uma forma de arte. A própria palavra arte sugere isso, aperfeiçoamento constante.

Ao longo do tempo e das aulas, vamos então nos olhando no espelho de nossas próprias almas e transformando aquilo que gostaríamos de mudar em nós e nas nossas vidas, desde que cada um esteja disposto a isso, claro.

Eu costumo pensar que, quem entra para aulas de dança não aprende somente a dançar. Torna-se uma pessoa um pouco melhor, pelo menos em algum ponto de sua vida 😉

Mas é fundamental que sejamos conscientes para discernir entre os vários propósitos que existem entre as próprias aulas e dança de salão. Não são todos os tipos de aulas de dança de salão quer irão gerar resultados nessa dificuldade particular em cada um.

Existem aulas de dança cujo objetivo é somente ensinar passos de dança e nada mais.

Há outras em que os profissionais envolvidos já possuem um grau de maturidade e conhecimento que permitem ao aluno ir mais além do que simplesmente aprender a dançar.

E há aquelas aulas dedicadas a transformar o aluno como um todo. Nessas aulas, os profissionais envolvidos permitem que os alunos aprendam a dança, desenvolvam a sua dança e mais do que isso... sintam que estão num verdadeiro processo de transformação interna. Existe o manejo da aula neste sentido. Existe uma didática aplicada neste sentido, fomentando no aluno a descoberta natural de si mesmo, de suas potencialidades e de suas limitações.

Referências:
Abreu, E. V., Pereira, L. T., & Kessler, E. J. (2008). TIMIDEZ E MOTIVAÇÃO EM INDIVÍDUOS PRATICANTES DE DANÇA DE SALÃO. Revista Conexões .
Fobia Social. (s.d.). Acesso em 14 de 01 de 2015, disponível em Minha Vida: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fobia-social
Lucas, M. (s.d.). Medo de falar em público: saiba como melhorar. Acesso em 14 de Janeiro de 2015, disponível em Escola Psicologia: http://www.escolapsicologia.com/medo-de-falar-em-publico-saiba-como-melhorar/

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Kenio Nogueira
Kenio Nogueira

Professor de danças de salão, coreógrafo, produtor cultural, pós-graduado especialista em Danças de Salão, empresário, engenheiro químico. "Expresse-se dançando..."

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